Querem nos calar!

Companheiros(as) iniciamos essa nota, com uma  grave denúncia: “ Grandes empresas mantém ataques à organização da  classe trabalhadora.”

O Sindicato dos Comerciários de Fortaleza  frisa que a livre manifestação é uma decorrência lógica da previsão  contida no inciso III do art. 8°, da Constituição Federal, a qual  assegura ao Sindicato a defesa dos direitos inerentes coletivos ou  individuais da categoria.

Foram com esses objetivos que no ano de 2012, a direção do  Sindicato dos Comerciários de Fortaleza em suas atribuições sindicais,  realizou um grande ato, onde lutou pelos direitos da categoria, que na  ocasião, reivindicaram o cumprimento da convenção coletiva de trabalho  do decorrente ano, os dirigentes defenderam o benefício do pagamento do  vale alimentação, dos trabalhadores e das trabalhadoras das lojas,  Macavi: Ponto do Lazer Móvel e Eletrodoméstico LTDA e Polo do Eletro  Comercial de Moveis LTDA, no qual, estava atrasado há mais de seis  meses. Após essa ação, cinco dirigentes e o assessor do sindicato, estão  sendo ameaçados e perseguidos pelo proprietário das lojas Macavi, o  lojista, entrou com uma ação penal contra os dirigentes: Domingos Braga;  Gonçalves Monteiro; Ary Ferreira, Assis Albuquerque; Helenice Pereira;  além do funcionário e militante José Carlos, essa atitude do empresário  comprova a existência de uma ampla rede de perseguição e criminalização  ao movimento sindical, até porque, a JUSTIÇA DO TRABALHO (Processo N°  0001930-58.2013.5.07.008), já julgou a favor dos dirigentes e do  assessor, afirmando que NÃO HOUVE nenhum crime no ato da manifestação.

Os ataques das grandes empresas ao Sindicato dos Comerciários de  Fortaleza não irá calar a livre manifestação dos dirigentes, estes,  representantes legítimos dos trabalhadores(as) comerciários, que apenas  cumpriu um importante papel que é a defesa dos direitos trabalhistas,  além de manter viva a luta comerciária.

Por fim, conclamamos a todas as organizações sindicais e movimentos  sociais, para juntos, defendermos a bandeira contra a judicialização e  criminalização de dirigentes sindicais. Indicamos ainda, o  fortalecimento do movimento, como forma de demonstrar a solidariedade  histórica às causas coletivas, e repudiar os processos judiciais contra  os dirigentes sindicais citados acima, no qual resistem bravamente às  perseguições dos empresários que querem calar a voz do trabalhador(a).

Os dirigentes serão julgados pelo “crime de defender a manutenção dos  direitos”, no dia 24 de fevereiro de 2016, às 16h, na 5ª Vara Criminal  (Rua Desembargador Floriano Magalhães, Nº 200 – Água Fria – Fortaleza  Ceará). Contamos com a presença de todos e todas que acreditam na livre  manifestação e repudia a criminalização do movimento sindical.

Fortaleza Ceará, 16 de fevereiro de 2016.

Sindicato dos Comerciários de Fortaleza

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