Nota pública: Pelo fim da cultura de estupro

A Federação dos Trabalhadores Empregados e Empregadas no Comércio e Serviços do Estado do Ceará (Fetrace), através de sua Secretaria de Mulheres, divulga nota pública contra o crime hediondo de estupro coletivo ocorrido na comunidade de Morro São João, Jacarepaguá, no Rio de Janeiro e que vitimou uma menina de 16 anos de idade.

O fato, filmando em vídeo e postado nas redes sociais, chamou a atenção da sociedade, que pede a punição imediata dos 33 envolvidos. Em depoimento a jovem afirmou que foi para a casa do namorado na última sexta-feira e só acordou no domingo, o que reforça a ideia de que ela teria sido drogada pelos criminosos. Dados de 2015, denunciam que a cada 11 minutos, uma pessoa é estuprada no Brasil. A violência contra a mulher, poderia diminuir significativamente, se não houvessem na sociedade tantos coautores.

A cultura do estupro incentiva e alimenta as mentes criminosas e a ideia da “objetificação” da mulher. Quando uma menina é abusada até sangrar por 33 homens, seria importante que a sociedade analisasse profundamente o papel que exerce na culpabilização da vítima, na não denuncia de propagandas que exploram o corpo feminino, do “desempoderamento” das mulheres e mais recentemente o papel exercido por um golpe de estado, que fechou o Ministério dos Direitos Humanos, retirou uma mulher para dar poder a homens brancos da elite, abriu as portas do Ministério da Educação ao um ator que alegou publicamente ter cometido um estupro e depois afirmou ser “piada’.

A sociedade na medida que se omite e incentiva esse tipo de comportamento, atua como coautora. Uma criminosa que não suja as mãos no sangue e tomada por uma psicopatia, não sente remorso ou culpa estando diante dos fatos. A luta contra o machismo e misoginia, é todo dia. É a possibilidade de “prendermos as armas, antes de ter o dedo no gatilho”.

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