Livro “Mutirão (1977/1982) – Fragmentos da memória da resistência democrática e popular”, será lançado na OAB-CE, na próxima quinta, 12

O auditório da OAB-CE será palco do lançamento do livro “Mutirão (1977/1982) – Fragmentos da memória da resistência democrática e popular”, de autoria do advogado Benedito Bizerril, que ocorrerá no dia no dia 12 de dezembro, às 19 horas.

O Jornal Mutirão se comportava como imprensa alternativa, na época da Ditadura Militar, e circulou nos anos de 1977 a 1982, colocando-se como porta-voz de amplos setores da sociedade e seus justos anseios por democracia e direitos sociais. O lançamento irá reunir muitos dos fundadores, participantes e colaboradores do Jornal Mutirão, bem como companheiros(as) que tiveram seus nomes registrados nas páginas do jornal em matérias sobre acontecimentos da política (anistia, constituinte, eleições), das lutas sociais, ambientais, dos direitos humanos, da cultura, arte e esporte.

Sobre o autor

Aos 14 anos, Benedito Bizerril ingressou no Banco do Nordeste do Brasil. Foi no movimento dos bancários que enfrentou o arbítrio a primeira vez e onde iniciou a militância no Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Bancário, já graduado em Direito, sofreu a primeira prisão, durante oito meses, em 1971. Ao sair do cárcere começou a carreira como advogado trabalhista, defendendo milhares de trabalhadores e advogando para inúmeros sindicatos.
Em fevereiro de 1973 foi preso novamente, dentro do próprio BNB, entregue aos agentes da ditadura pelo Diretor Financeiro do banco, o general Murilo Borges. Levado ao quartel do Exército em Fortaleza, foi em seguida para a “Casa dos Horrores”, centro de tortura no município de Maranguape. Ali, foi brutalmente torturado, até ser colocado em liberdade e retomar seu posto no BNB. Logo depois, em abril, foi demitido, em clara perseguição política, e passou a se dedicar exclusivamente à advocacia.

Em 1975 fundou, com vários outros, a Associação dos Advogados Trabalhistas do Ceará – ATRACE, compondo sua primeira diretoria, sendo eleito seu presidente para as gestões de 1996/1997 e 1998/1999. Em 2004, foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Ceará, pela ativa participação na resistência democrática contra a ditadura militar. Foi conselheiro da OAB-Ceará na gestão de 2004/2006. Em 2005, assumiu a direção estadual do Instituto Maurício Grabois, hoje Fundação de Estudos Econômicos, Políticos e Sociais Maurício Grabois. Em 2008 recebeu o título e a medalha “ADVOGADO PADRÃO”, outorgada pela OAB – Seção Ceará, mais importante comenda da Ordem. Atualmente integra, como membro fundador, a Associação Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania – ADJC.

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