“FORA, TEMER!”: 10 mil pessoas participam do Dia Nacional de Mobilização em Fortaleza nesta sexta-feira (10/6)

Caminhada organizada pela Frente Brasil Popular e Movimento Ceará Contra o Golpe partiu da Praça Luiza Távora até a Praça da Imprensa, com o lema “Fora Temer, Não ao Golpe e Nenhum Direito a Menos”
Escrito por: CUT-CE
O Dia Nacional de Mobilização e Paralisação em defesa da democracia, dos direitos sociais e pela saída do presidente interino Michel Temer (PMDB) reuniu 10 mil pessoas na capital cearense nesta sexta-feira (10/6). O ato pacífico foi organizado pelo movimento Ceará Contra o Golpe e a Frente Brasil Popular Ceará e envolveu centrais sindicais como CUT-CE e CTB e seus afiliados, movimentos sociais, coletivos e sociedade organizada. A multidão tomou as ruas com o lema “Fora Temer, Não ao Golpe e Nenhum Direito a Menos”, somando forças à mobilização nacional.

A caminhada partiu da Praça Luiza Távora, que já reunia manifestantes de toda sorte e idade desde o meio da tarde: representantes da classe trabalhadora do campo e da cidade, juventudes, mulheres, LGBTs, indígenas, religiosos, estudantes, médicos, metalúrgicos, professores, cabeleireiros, sapateiros, artistas, professores, jornalistas, comerciários, servidores públicos municipais, estaduais e federais, entre outros tantos. Gente que enxerga no governo interino de Temer as piores ameaças pelos quais o País já passou nos últimos anos. A multidão seguiu em marcha pelas avenidas Santos Dumont e Desembargador Moreira, ambas em área nobre da cidade, até a praça da Imprensa.

A mobilização ocorre após a queda de três ministros em menos de 30 dias do governo interino. Além disso, vieram à tona conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que comprometem vários políticos do PMDB e do PSDB, apontando que o processo de impeachment da presidente Dilma Roussef (PT) foi uma articulação para abafar a Operação Lava Jato.
Golpe claro, governo ilegítimo
Para o movimento sindical, está claro que o golpe é contra os trabalhadores e trabalhadoras e contra as camadas sociais menos favorecidas que foram alvo de políticas sociais nos últimos 12 anos. Inúmeros são os retrocessos já sinalizados ou em andamento, como alerta o presidente da CUT-CE, Wil Pereira: “a criminalização dos movimentos sociais e sindical, a reforma na Previdência, a destruição de secretarias e pastas fundamentais para o avanço de uma sociedade progressista e equilibrada, as privatizações e terceirizações sem limites”.

Nesta sexta-feira (10), centenas de milhares de pessoas foram às ruas do País protestar contra o governo ilegítimo de Michel Temer, em todas as capitais, Distrito Federal e muitas cidades do Interior – no caso do Ceará, foram exemplos ainda Sobral, Jaguaretama e Região do Cariri, todos questionando as retiradas de direitos e conquistas históricas do Brasil.

 

Retrocessos de toda ordem

Uma das principais pautas do governo golpista é o projeto de lei 4193/2012, que irá permitir que convenções e acordos coletivos de trabalho negociados entre patrões e empregados prevaleçam sobre a legislação trabalhista, mesmo que isso signifique perdas aos trabalhadores. Temer também irá impor arrocho salarial para os aposentados, pois o salário mínimo deixara de ter aumento real e deixará de ser piso da Previdência.

 

Entre as medidas anunciadas, está a que adia a aposentadoria somente para os 65 anos, tanto para homem como para mulher. O ato prejudica quem começa a trabalhar cedo e impõe às mulheres um duro fardo, não reconhecendo que estas são vitimas da dupla jornada: em casa e no trabalho.

 

Também já foram dadas declarações à imprensa de que o atual presidente corre para aprovar definitivamente a terceirização generalizada no mercado de trabalho. A caça aos direitos continua, com acenos de Temer para mudar as regras do 13o salário, férias, FGTS e licença maternidade, atendendo aos desejos da classe empresarial, que financiou a queda de Dilma.

(*) Com informações dos Comunicadores pela Democracia

 

VEJA MAIS FOTOS DA MANIFESTAÇÃO NA FANPAGE DA CUT-CE.

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