Eles confessaram que são golpistas, aponta Dilma

Na abertura do 4º Congresso da Fetraf, presidenta defende que áudios de Romero Jucá não deixam margem para ingenuidade sobre o impeachment como sinônimo de golpe

Escrito por: Luiz Carvalho/ CUT

A presidenta eleita Dilma Rousseff esteve na abertura do 4º Congresso da Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agircultura Familiar), na noite desta segunda-feira (23), em Brasília, e como não poderia deixar de ser, tratou em seu discurso de mais um capítulo que escancara o caráter golpista do impeachment.

Para uma plateia com mais de mil agricultores familiares, Dilma ressaltou que a gravação em que o atual ministro do Planejamento e braço direito de Michel Temer, senador Romero Jucá (PMDB-RR), trata do afastamento como forma de “estancar a sangria” da investigação da lava-jato sobre o PMDB, não deixa dúvidas sobre as intenções de quem bancou esse processo.

“Mais do que nunca está claro o caráter golpista e conspiratório desse governo. Deixa claro o caráter conspiratório que caracterizou o impeachment. O processo não tem crime de responsabilidade para se sustentar. E agora um dos principais articuladores confessa, involuntariamente, “sou golpista, somos golpistas”, apontou a presidenta.

Dilma destacou também o trecho da conversa entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, em que o senador aponta a aliança e unidade entre Temer e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Câmara pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“Isso mostra que, mesmo afastado, o presidente Cunha ainda dá as cartas”, alertou a presidenta.

Ela ressaltou ainda que cabe a quem defende a democracia, independente de qual projeto tenha escolhido nas últimas eleições, estar ao lado do projeto escolhido pela maioria dos brasileiros.

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