Direito ao voto: Conquista das mulheres brasileiras deve ser celebrado

O dia 24 de fevereiro deste ano marca os 84 anos da conquista do voto feminino no Brasil.
Instituído pelo Decreto 21076 em 1832, o direito ao voto feminino foi obtido após muita luta das sufragistas e na época, só poderiam exercer o direito mulheres casadas e viúvas ou solteiras com comprovação de renda.
Em 1946, as limitações foram rompidas e todas as mulheres, passaram a ter direito ao voto, bem como a serem eleitas.
Em 2010, Dilma Rousseff (PT) torna-se um símbolo de conquista ao ser a primeira mulher eleita presidente do Brasil.
A eleição da presidente e a conquista do voto, porém, ainda não tornam significativa a presença de mulheres nos espaços de poder. Em 2014 somente 51 mulheres foram eleitas deputadas, o que representa menos de 10% dos cargos disponíveis.
Recentemente a deputada estadual do Rio Grande do Sul Manuela D’Avila (PCdoB), foi atacada nas redes sociais após postar uma foto onde amamentava sua filha recém-nascida e tem se dedicado a discutir o direto das mães em seus locais de trabalho, a partir do próprio espaço da assembleia.
Recentemente o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi condenado por ofender a deputada gaúcha Maria do Rosário (PT) dentro do plenário da Câmara em 2014, afirmando que não a estuprava porque ela “não merece”.
A própria presidente Dilma, enfrenta ataques machistas e misóginos orquestrados pela oposição, já foram fabricados adesivos de carro onde ela aparece de pernas abertas e não é incomum que opositores registrem em suas páginas sociais, nomes como “ vaca” e “vagabunda” para se referir a mulher que ocupa a função pública máxima de nosso país.
Devemos comemorar a conquista do voto feminino e honrar a luta travada pelas sufragistas, porém não podemos nos esquecer que ainda existe muito o que se conquistar, e efetivar a democracia conquistada, não somente elegendo mulheres para ocupar os cargos político, mas empoderando-as e exigindo respeito as que ocuparem esses cargos.

Leave a Comment