Alckmin recua processo de reorganização das escolas paulistas

Estudantes acreditam que suspensão é apenas uma tentativa do Governo de São Paulo para desmobilizar a luta contra o fechamento das escolas
Após uma semana de protestos e ocupação das escolas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) comunicou esta sexta-feira (4) que a reorganização das escolas foi suspensa. “Decidimos adiar a reorganização e rediscuti-la escola por escola”, afirmou o governador.
A suspensão foi recebida pelos estudantes com desconfiança, muitos afirmaram a veículos de comunicação ou através das redes sociais, que acreditam que se trata de uma tática para desmobilizar a luta estudantil, tendo em vista que o governador não afirmou que iriria revogar a reorganização.
Anunciada no final de setembro, a reorganização propunha a instituição de escolas de ciclo único, o que representaria o o fechamento de 92 escolas. O que gerou revolta entre estudantes, pais e professores.
Os estutantes ocuparam 200 escolas e realizaram atos nas principais vias da capital que ficaram conhecidos como ” danças das cadeiras”.
Houve repressão policial de forma desproporcional e estudantes foram atingidos com bombas de efeito moral, além de serem presos, como foi o caso dapresidenta da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes, que chegou a ser detida pela PM mas foi solta em seguida.
Na tarde de quinta-feira (3), o Ministério Público e a Defensoria Pública de São Paulo entraram com uma ação civil pública que pedia que a reorganização das escolas estaduais fosse interrompida e que a Secretaria de Educação organizasse uma agenda de discussões com a sociedade sobre as mudanças.
A popularidade do governador acabou sofrendo forte queda, conforme pesquisa do Datafolha que apontou aprovação do mandato de apenas 28% e 30% dos paulistas classificam seu governo como ruim ou péssimo.
Logo após o anuncio da suspensão, o secretário de educação de São Paulo, Herman Voorwald, pediu para deixar o cargo.

Foto:g1

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