8º Congresso: Mulheres e o mercado de trabalho são tema de debate nesta sexta-feira (29)

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Uma peça apresentada pela Trupe tramas de Teatro iniciou as atividades da tarde do 8º Congresso da Fetrace, nesta sexta-feira (29). No enredo a igualdade de gênero e a referência a escritora e militante Patrícia Rehder Galvão (Pagu).
Logo após, teve início o debate “ Trabalho e autonomia: A presença das Mulheres no Mundo do Trabalho Formal e Informal e a Inserção no Movimento Sindical” com Rosane Silva, Secretária Nacional Sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, e Reginaldo Aguiar supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo Rosane Silva, no capitalismo é valorizado o que acontece no espaço público, enquanto o trabalho que garante a manutenção da vida é considerado “natural da mulher”. A dirigente cutista destaca que esse é um dos motivos pelo qual a luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas tenha durado anos.
Ainda segundo Rosane, a sociedade tenta o tempo todo impor padrões, e, portanto, é necessário reforçar o direito a autonomia, que é mais do que independência financeira, mas a decisão sobre o próprio provento e como fazê-lo. A dirigente ainda criticou esses padrões impostos, como por exemplo a ideia de que toda a mulher “ deve ser mãe”.
Reginaldo Aguiar, muito emocionado, afirmou que se preocupa com o mundo que irá deixar a sua filha, ao explicar o mercado de trabalho para as mulheres. Segundo o supervisor técnico, o Ceará possuí uma das menores proporções entre o salário de homens e mulheres: a diferença no estado é de até 72%. “ O que eu acho ruim no caso cearense, é que o que é muito ruim nos outros, aqui é muito pior”.

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