20 mil pessoas participam de ato contra a PEC 241 em Fortaleza

Entidades de classes, partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais e sociedade civil uniram-se nesta terça-feira (25/10), para o primeiro grande ato contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241. A convocação veio através da união das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo no Ceará, que conseguiram mobilizar e reunir mais de 20 mil pessoas no auge da caminhada que partiu da Praça da Gentilândia, no bairro Benfica, em Fortaleza, e seguiu em direção à Praça do Ferreira, no Centro.

De forma massiva, também participaram representantes de povos indígenas, como os Anacés de Caucaia, que levaram cerca de 50 pessoas das mais de 450 famílias da Cidade; movimentos de mulheres, negros/as, juventude, estudantes secundaristas e universitários, e agricultores e agricultoras familiares – só das regionais da federação que representa esses trabalhadores, vieram oito ônibus do Interior e mais dois da Região Metropolitana.

PEC 241

Representando mais um dos retrocessos do governo do golpista Michel Temer (PMDB), a proposta que tramita na Câmara Federal, já em fase de votação, é o maior ataque aos direitos sociais do trabalhador na história do Brasil. A medida congela por 20 anos os investimentos do Governo Federal para saúde, educação, saneamento básico, benefícios previdenciários, novas vagas no serviço público, salário mínimo, dentre outros gastos públicos.

A PEC 241 não serve para estabilizar a dívida pública, não combate a inflação, nem muito menos garante uma maior eficiência na gestão do dinheiro público. Essa medida nunca obteve sucesso em outros países. A população cresce a cada dia e os gastos congelados vão significar uma queda vertiginosa nas despesas federais, comprimindo despesas essenciais e diminuindo a provisão de serviços públicos.

(FOTO: Letícia Alves/CUT-CE)

(FOTO: Letícia Alves/CUT-CE)

Falas durante o ato unificado

“A ‘PEC da Maldade’ retira direitos, congela reajustes para os servidores públicos,  aposentadorias e o salário mínimo. Mas não tem nada perdido! Temos de continuar fazendo pressão numa unidade como a que vimos hoje unindo as duas Frentes no Ceará: Brasil Popular e Povo Sem Medo. O que está em jogo são conquistas sociais e trabalhistas construídas ao longo de décadas. Michel Temer e seus comparsas estão arremessando nossos direitos pelo ralo. temos de parar esse ‘rolo compressor’ e continuar a fazer pressão social nas ruas para reverter esse quadro”.

Wil Pereira, presidente da CUT-CE)

“O que nós fizemos no Centro de Fortaleza hoje é a denúncia efetiva do que representa a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 241. Esta que é a ‘PEC da Morte’, a ‘PEC da Maldade’, ela que vai congelar por 20 anos toda a perspectiva de cidadania e de direito da classe trabalhadora. A PEC 241 é a implementação efetiva de um golpe contra os trabalhadores. Eles que patrocinaram a derrubada do governo da presidente Dilma, hoje, efetivamente, ameaçam a retirada de direitos”.

(De Assis Diniz, presidente do PT-CE)

“Estamos vendo hoje a unidade da classe trabalhadora. O que governo que está aí, representado pelo golpista Michel Temer, está longe de nos representar. Vimos hoje aqui, durante o ato, uma unidade da classe trabalhadora. Vieram aqui os que têm compromisso com a saúde, a educação e os direitos sociais. O Governo virou as costas para o povo brasileiro. Até o pré-sal já entregaram”.

(Luciano Simplício, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – no Ceará)

“Hoje já são mais de 65 universidades ocupadas em todo o Brasil. Nós estamos debatendo esse processo com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e a Universidade Federal do Ceará (UFC). Já realizamos uma assembleia geral e vamos construir e acumular forças rumo à grave geral no dia 11 de novembro”

(Mariana Lacerda, da União Nacional dos Estudantes – UNE)

“Em nome da Via Campesina, sinto-me honrado de estar presente hoje neste ato. Essa é uma unidade inteligente, unindo duas importantes Frentes. Só assim seremos capazes de enfrentar o autoritarismo personificado neste governo. Querem nos impor uma derrota de uma magnitude desastrosa. Querem precarizar a saúde, a educação, os salários. Não vamos permitir!”

(Josilvaldo Oliveira, representante da Via Campesina/Movimento dos Atingidos/as por Barragens)

“Estão jogando uma avalanche em nossos direitos. Estamos aqui juntos, hoje, somando mais de 20 mil pessoas, para lutar contra uma PEC que vem também para destruir os movimentos sociais. Estamos unidos para barrar esse projeto. A PEC 241 é a primeira expressão do que Michel Temer tem para fazer contra o povo”.

(Dóris Soares, da Frente Povo Sem Medo)

“Hoje, não é só um ‘não’ à PEC 241, mas também um ‘não’ ao desmonte do serviço público e ‘não’ ao Temer, que não tem legitimidade pra impor medidas. Medidas essas que retiram direitos da classe trabalhadora conquistados com garra, com muita luta e com a vida de muitos trabalhadores. Não aceitamos esse retrocesso, porque é a vidade de crianças, mulheres e idosos que está em jogo. Vamos continuar fechando ruas e praças, para barrar o sequestro da nossa democracia”.

(Cineide Almeida –Movimento dos Trabalhadores/as Urbanos/as Organizados/as do Ceará)

“Toda a juventude está hoje mobilizada e unificada junto com os trabalhadores para derrubar a PEC 241 e esse governo golpista do Michel Temer. Para o Levante, essa pauta é muito cara, pois a PEC atinge diretamente a vida da juventude, atacando a educação, a saúde e os direitos sociais”.

(Gabriel Campelo – Levante Popular da Juventude-CE)

“Enquanto o pobre tá lutando para sobreviver, o Temer tá lutando para matar e trazendo desgraça para o Brasil. Ele quer o povo analfabeto e com fome, para que o povo não conheça a verdade. A luta não vai parar”

(Cacique Antônio Ferreira, do povo indígena Anacé – Caucaia-CE)

(*) ACESSE NOSSA GALERIA DE FOTOS ABAIXO, NA FANPAGE DA CUT-CE E NA FANPAGE DA FRENTE BRASIL POPULAR – CEARÁ

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